O percurso de que hoje vos dou conta começa na esquecida aldeia serrana do Casmilo perdida no maciço da serra do Sicó.
Por esta zona passa um percurso de Grande Rota, a Rota do Lápias que vai da Redinha a Condeixa-a-Nova, passando pela Senhora da Estrela, Vale das Buracas, Mata da Bufarda, etc... mas isso fica para outro passeio :)
Este iniciou-se em Casmilo, é circular e tem uma extensão de cerca de 11kms.
Antes de mais o que são campos de Lápias? São formações típicas de relevos cársticos (relevo geológico causado pela dissolução química das rochas) produzidas pela dissolução superficial das rochas de origem calcária.
O percurso percorre a Serra por trilhos em direcção à Capela da Senhora do Círculo, derivando o nome da Santa, segundo reza a tradição, do muro circular que rodeia a capela, como uma bancada com vista privilegiada para o sopé do monte e para o horizonte que permite avistar a Serra do Caramulo, do Buçaco e em dias limpos até a Serra da Estrela.

Daí inicia-se a descida até ao sopé da serra e por entre montes e vales, trilhos e caminhos de pé posto vamos encontrando verdadeiras preciosidades, como esta magnifica e imponente oliveira, que teve direito a um abracinho... de seis pessoas!

Por esta zona passa um percurso de Grande Rota, a Rota do Lápias que vai da Redinha a Condeixa-a-Nova, passando pela Senhora da Estrela, Vale das Buracas, Mata da Bufarda, etc... mas isso fica para outro passeio :)
Este iniciou-se em Casmilo, é circular e tem uma extensão de cerca de 11kms.
Antes de mais o que são campos de Lápias? São formações típicas de relevos cársticos (relevo geológico causado pela dissolução química das rochas) produzidas pela dissolução superficial das rochas de origem calcária.

Daí inicia-se a descida até ao sopé da serra e por entre montes e vales, trilhos e caminhos de pé posto vamos encontrando verdadeiras preciosidades, como esta magnifica e imponente oliveira, que teve direito a um abracinho... de seis pessoas!
Daí inicia-se o percurso que por entre caminhos estreitos, de pedra solta e escorregadia, descidas e subidas mais ou menos íngremes e túneis de vegetação nos levam ao Vale da Buracas.

E por fim chegámos ao ponto principal de interesse: O Vale das Buracas do Casmilo. Rodeada por grandes e imponentes escarpas, esta interessante e fascinante formação geológica é o que sobrou de várias salas de uma gruta massiva existente no interior do monte, resultando do abatimento da parte central de uma conduta que deixou a descoberto as suas partes laterais extremas. Existem noutros locais do maçico da Serra de Sicó formações semelhantes, como no Vale do Poio ou no Vale de Covões, contudo é aqui no Vale do Casmilo que existe a maior concentração de buracas do País.
As Buracas apresentam diversas dimensões, sendo que as mais pequenas têm 2 a 3 metros de largura por 2 ou 3 metros de altura... e as maiores podem ter diâmetros aproximados de 10 metros e 5 ou mais de profundidade. A maneira mais fácil de percepcionar a sua dimensão é tendo em conta o quão pequeninas as pessoas ficam junto delas :)
E depois de um pausa para apreciar o silêncio e inspirar serenidade, depois de percebermos a força da Mãe Natureza e o quão pequenos e frágeis somos perante o seu poder... tomamos o caminho de volta à aldeia, desta vez em trilho coincidente com o percurso da Rota do Lápias... olhamos para trás e dizemos até já... na certeza de que queremos voltar!


























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